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Apenas 55% das brasileiras acreditam que podem desenvolver câncer de mama. Essa é uma das conclusões da Pesquisa Instituto Avon/Ipsos Percepções sobre o Câncer de Mama – mitos e verdades em relação à doença, publicada em setembro. Quem se considera imune ao risco dá pouca importância à mamografia e exame clínico das mamas, necessários à detecção precoce do câncer.

Na ocasião da publicação da pesquisa, a ministra Nilcéa Freire, titular da Secretaria de Políticas para as Mulheres, afirmou ser surpreendente o fato de que um terço das brasileiras jamais teve as mamas examinadas nem mesmo pelo ginecologista.

Quando diagnosticado em estágio inicial, o câncer de mama tem 95% de chance de cura. No Brasil, estudos mostram que 60% dos casos têm diagnóstico tardio e 11 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença.

“É uma questão de comportamento. As pessoas não tem a cultura do auto cuidado. Quando pensamos em saúde lembramos do médico para tratar a doença que já se instalou”, diz Andréia Maruiti, diretora da unidade básica de saúde do Mandacaru.

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Fonte: O diário.

Não são poucas as técnicas alternativas e tratamentos paliativos que buscam, de alguma forma, aliviar a dor e os efeitos colaterais da quimioterapia em pacientes com câncer. As opções, porém, nem sempre dependem exclusivamente do avanço da medicina.

A combinação de exercícios aeróbios e musculação – chamada por alguns especialistas de oncofitness – pode elever a qualidade de vida e ajudar a superar o coquetel de sentimentos que a doença provoca, especialmente em mulheres com câncer de mama.

Segundo Alexandre Evangelista, professor de educação física e instrutor de oncofitness do Hospital A.C Camargo, em São Paulo, a atividade física regular é capaz de reduzir em 20% os efeitos da quimioterapia.
Na visão do personal, além de controlar a náusea e aliviar as dores crônicas, o exercício tem um resultado psicológico extremamente positivo.

“O câncer de mama, hoje, é altamente curável. O processo exige tratamentos, mas a maior dificuldade das mulheres é lidar com a mastectomia e com os danos à saúde mental provocados pela retirada da mama.”

Perder a imagem corporal é conseqüência imediata e quase inevitável para a maioria das pacientes. Raiva, depressão e desânimo são sintomas recorrentes. Dentro deste cenário, o papel da musculação e do exercício aeróbio é resgatar a autoestima e o humor.

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